quinta-feira, 18 de agosto de 2011

APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS

APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS


A CRIANÇA E O JOGO


PÚBLICO ALVO:

Alunos da Ed.Infantil e 1º ANO


PROFESSORAS RESPONSÁVEIS:

Cecilia – Eliane – Elis


LOCAL:


E.M.E.F.UBALDO SORRILHA DA COSTA




Este trabalho trata sobre jogos e brincadeiras pedagógicas e tem por objetivo reconhecer a importância da ludicidade no processo ensino-aprendizagem, a fim de contribuir na socialização e na construção do conhecimento de crianças de Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental. A metodologia usada para a realização deste trabalho foi a pesquisa bibliográfica e a aplicação prática de jogos, brincadeiras e rodas cantadas, cuja clientela foi de alunos da Educação Infantil, na faixa etária de 5 e 6 anos de idade e alunos do 1º ano do Ensino Fundamental, na faixa etária de 7 e 8 anos de idade, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ubaldo Sorrilha da Costa, situada no município de São Borja, RS. A execução das atividades evidenciou que as atividades lúdicas possibilitam um aprendizado mais dinâmico e significativo, permitindo aos alunos interagir de forma prazerosa em busca da construção do conhecimento.




A metodologia usada para a realização deste trabalho foi a pesquisa bibliográfica e aplicação prática de jogos, dramatizações, músicas, bem como o uso do computador. Sendo consultados artigos, livros, revistas e obras de vários autores sobre a temática em estudo. Nesse sentido, aplicou-se jogos, brincadeiras e cantigas de roda na Escola Municipal de Ensino Fundamental Ubaldo Sorrilha da Costa, situada à rua Monsenhor Patrício Petit Jean, 1023, Vila Ernesto Dornelles, zona periférica do município de São Borja, RS, cuja clientela foi de alunos da Educação Infantil, na faixa etária de 5 e 6 anos de idade, sendo estes 10 educandos do sexo feminino e 5 masculino. E, alunos da 1º ano do Ensino Fundamental, na faixa etária de 7 e 8 anos de idade, sendo 11 alunos do sexo feminino e 9 do masculino. Também participaram das atividades as professoras responsáveis pelo projeto.



“A criança é, antes de tudo, um ser feito para brincar.
O jogo, eis aí um artifício que a natureza encontrou para
levar a criança a empregar uma atividade útil ao seu desenvolvimento
físico e mental. Usamos um pouco mais esse artifício. Coloquemos o ensino
mais ao nível da criança, fazendo, de seus instintos naturais, aliados, e não inimigos."

Claparède



Foram aplicadas as seguintes atividades práticas: “Passa, passará” (anexo 1); “Agacha-agacha” (anexo 2); “De abóbora faz melão” (anexo 4); “Para dentro, para fora, agachar” (anexo 5); “Carneirinho, carneirão” (anexo 6); “Passa-Anel” (anexo 7) e Seguir a sombra” (anexo 8). Na culminância da aplicação das atividades pedagógicas, envolvendo os alunos e as responsáveis pelo trabalho, houve visualização no datashow de toda temática desenvolvida durante a realização da prática.



APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS



Primeiramente houve um relato oral sobre o objetivo do nosso trabalho, onde nossos educandos questionaram e tiraram possíveis dúvidas; Posteriormente houve a divisão das equipes, e logo após começaram as atividades práticas. A aplicação das atividades ocorreu de maneira harmônica, houve participação total dos envolvidos.

Nessa perspectiva, pode-se afirmar que houve interesse e participação genuína na realização das atividades propostas, uma vez que demonstraram envolvimento, espírito de equipe, liderança, respeito e camaradagem.



Educação e Tecnologia... Uma Aliança Necessária



Educação e tecnologia devem andar juntas. As novas tecnologias digitais apontam caminhos para mudanças. São ferramentas essenciais e indispensáveis para os educadores além de facilitar o aprendizado.


Após a realização das atividades práticas, houve um momento destinado a observação dos registros fotográficos pelos alunos juntamente com as professoras responsáveis. O interesse demonstrado pelos alunos foi tão intenso quando a realização das atividades práticas. A alegria de verificarem-se no computador era refletida em seus pequeninos olhos. O espanto tomou conta ao perceberem-se que estavam no computador.






Confirmando todas as vantagens do uso tecnológico no ambiente escolar podemos afirmar que durante a demonstração do trabalho houve momentos de alegria, expectativa e muita diversão ao presenciarem a prática dos jogos e brincadeiras.










Figura 1: Aplicação da atividade “Passa, passará” (Anexo A).


Através das brincadeiras em grupo, especialmente das de roda, “a criança aprende espontaneamente a dar e receber ordens, a esperar a vez de brincar, desenvolve ritmo, coordenação motora, expressão corporal e facial, desperta a atenção, a imaginação e percepção através dos sentidos” (RIBEIRO & SANCHOTENE, 1990, p. 15).

Verifica-se que é nesse contexto que o lúdico ganha espaço, como a ferramenta ideal da aprendizagem, na medida em que se propõem estímulo ao interesse do aluno, desenvolve níveis diferentes de sua experiência pessoal e social, ajuda-o a construir suas novas descobertas, enriquece sua personalidade e simboliza um instrumento pedagógico que leva ao professor a condição de condutor, estimulador e avaliador da aprendizagem. Enfim, o lúdico é o melhor caminho de iniciação ao prazer estético, à descoberta da individualidade e a meditação individual.











Figura 2: Aplicação da atividade “Agacha-agacha” (Anexo B).


“Brincadeiras, jogos e músicas são três recursos que têm a capacidade de envolver, unir, socializar, despertar emoções e desejos nas crianças” (YOGI, 2003, p. 2).

Considerando essa afirmação, pode-se dizer que as atividades físicas agradam às crianças e são uma excelente estratégia que o educador pode usar para o desenvolvimento de seu trabalho.



Figura 3: Aplicação da atividade “De abóbora faz melão” (Anexo D).


"O bater de mãos, de pés, nos joelhos, [...] a movimentação em grupo, rodas cantadas, danças, criação musical em conjunto, ajudam à criança a expressar-se e a tomar melhor consciência do seu corpo e das suas possibilidades" (SOUSA, 1982, p. 28).

Nesse contexto, a realização dessas atividades propõe um leque muito mais alargado de ações que visam o desenvolvimento de capacidades e competências, como o desenvolvimento da memória auditiva e visual, a linguagem oral e visual, a classificação e ordenação, e, sobretudo, o desenvolvimento da comunicação oral e escrita.




Figura 4: Aplicação da atividade “Para dentro, para fora, agachar” (Anexo E).

“O ludo-educativo na ação da brincadeira desencadeia o desenvolvimento afetivo, cognitivo, físico e de interação com o social. É o brincar de forma livre que proporciona a motivação interna e externa da brincadeira” (GOMES, 2004, p. 6).

Verifica-se, então que é fundamental que as crianças sintam que os adultos, especialmente seus pais, compartilhem o gosto pelas brincadeiras e pelo brincar, pois assim estarão integrados e praticando algo saudável e prazeroso.




Figura 5: Aplicação da atividade “Carneirinho, carneirão” (Anexo F).


“Se o professor utilizar a letra de uma canção de roda como foco motivador de uma unidade, facilmente prenderá a atenção e o interesse da criança, porque é fato já vivenciado da mesma, aprendido com a mãe ou outras crianças [...]” (RIBEIRO & SANCHOTENE, 1990, p. 15).

É imprescindível a função do educador no processo ensino-aprendizagem. Ele deve preparar a criança, para a verdadeira formação de sua cidadania, onde imperem o respeito mútuo, a solidariedade, a cooperação, a obediência às regras, senso de responsabilidade, iniciativa pessoal e grupal. Ele deve participar do jogo com a criança, aproveitando a oportunidade para observá-la e entendê-la mais plenamente.




Figura 6: Aplicação da atividade “Passa-Anel” (Anexo G).


Schiller e Rossano (1990, p. 42), “propõem jogos e atividades que ‘obrigam’ a criança a manusear objetos com os dedos e mãos, com movimentos preciosos e a fazer uso de destreza”.

A realização desse tipo de atividade tem por objetivo desenvolver os músculos pequenos das mãos e assim desenvolver a capacidade de manipulação de materiais no seu meio ambiente, este será um primeiro passo para que as crianças dominem suas aptidões para escrever.











Figura 7: Aplicação da atividade “Seguir a sombra” (Anexo H).


O papel do professor é de grande importância na hora de propor as atividades, pois é ele quem cria os espaços, disponibiliza materiais, participa das brincadeiras, ou seja, faz a mediação da construção do conhecimento, ampliando cada vez mais as vivências da criança com o ambiente físico, com brinquedos, brincadeiras e com as outras crianças. Considera-se importante que seja o professor o primeiro a realizar a atividade, mostrando aos alunos o trajeto, as regras e o tempo que o aluno terá para completar o percurso.

O jogo inicia-se num determinado momento e continua até que se chegue a um determinado fim. “Durante o período de sua realização uma série de atos sucede, envolvendo mudança e alternância, é nesse sentido de movimento que imprime o caráter dinâmico ao jogo e o torna fascinante” (WAJSKOP, 2001, p. 44).


Entende-se que o professor deve contemplar o lúdico como norteador das atividades didático-pedagógicas, possibilitando às manifestações corporais encontrarem significado pela ludicidade presente na relação que as crianças mantêm com o mundo.





Constatando-se que a contribuição dos jogos, brincadeiras e rodas cantadas na socialização e na construção do conhecimento é de suma importância, apresenta-se algumas sugestões de atividades lúdicas.




3.1 SUGESTÕES DE ATIVIDADES LÚDICAS

Atividades Lúdico-Corporais
Objetivo: Propiciar momentos de entretenimento, lazer e alegria entre crianças e jovens, estimular o conhecimento corporal, trabalhando a coordenação motora fina e buscando momentos de descontração, juntando o trabalho recreativo com o estímulo físico.

GALINHO GULOSO
Objetivo: desenvolver a coordenação motora e a percepção da duração do tempo (rápido e lento).
Material: nenhum
Posição: livre
Desenvolvimento: iniciar a brincadeira com as crianças imitando o andar de um galinho, abrindo e fechando as asas, bem devagar, como se estivesse com preguiça. A seguir, o coordenador da brincadeira oferece comida para os galinhos, que deverão correr para apanhar o milho. Após terem comido bastante, os galinhos reiniciarão a caminhada bem devagar, até que fiquem com fome outra vez. Novamente lhes será oferecido milho e todos correrão para comer. Continuar a brincadeira enquanto houver interesse do grupo.

ÔNIBUS
Objetivo: desenvolver a percepção do ritmo e da velocidade.
Material: pedaços de fitas amarelas e azuis.
Posição: crianças divididas em dois grupos.
Desenvolvimento: a turma será dividida em dois grupos, sendo que terá de segurar uma fita de cor diferente (uma amarela e outra azul). Assim, os ônibus serão formados por duas alas de crianças interligadas pela fita da mesma cor. O professor inicia a brincadeira, reproduzindo os sons da buzina de ônibus, sendo imitado pelas crianças. A seguir, cada ônibus se deslocará do lugar bem devagar, aumentando aos poucos a velocidade e o som. Após percorrer um determinado trajeto, sempre imitando o ônibus, diminuir a velocidade até parar, finalizando assim a brincadeira. Variar os grupos e o percurso, enquanto houver interesse dos alunos.
OS BONECOS
Objetivo: desenvolver a percepção visual de semelhanças e diferenças.
Material: as próprias crianças
Posição: algumas crianças serão bonecos e ficarão em frente à turma.
Desenvolvimento: pedir aos alunos, que foram escolhidos ou se oferecerem para ser bonecos, para que façam uma pose ou mímica. Esta deverá ser a mesma para todos, com exceção de uma, que apresentará uma pequena diferença. Ex.: se todos os alunos estiverem com os braços para cima, um deles manterá o braço para baixo. Enquanto os bonecos se posicionam, as demais crianças devem permanecer de olhos fechados. Em seguida, solicitar aos alunos que abram os olhos e descubram qual o boneco que está diferente.
Observação: fazer com que os bonecos criem a mímica ou escolham, à vontade, a posição que desejarem.

AS BORBOLETAS
Objetivo: desenvolver a coordenação motora, a rapidez e a criatividade nos movimentos.
Material: fitas coloridas (+ ou – 30cm), pedaços de elástico ou de barbante.
Posição: livre
Desenvolvimento: prender as fitas nos punhos das crianças, de modo que as pontas fiquem soltas. Para isso, amarrar o elástico ou barbante nos pulsos de cada aluno e passar a fita por baixo, deixando que fiquem presas pela parte central. Ao sinal do professor, os alunos deverão correr livremente pela sala, movimentando os braços como se fossem asas de borboletas. Deixar que as crianças criem os movimentos, de acordo com sua vontade. Manter o exercício enquanto estiverem demonstrando interesse.

ANIMAIS TREINADOS
Objetivo: treino da agilidade, do deslocamento D; de quatro Q e da capacidade de seguir ordens.
Material: arco ou bambolê.
Posição: em fila, um atrás do outro.
Desenvolvimento: escolher três crianças, as quais deverão ficar de pé, segurando os bambolês na posição vertical, encostando-os no chão. As demais crianças deverão, uma após a outra, andar D; de quatro Q; como cachorros, passando por dentro dos bambolês. Repetir a brincadeira enquanto a classe estiver se divertindo.

DANÇA SOBRE JORNAIS
Objetivo: exercitar a motricidade e descarregar, indiretamente, a agressividade.
Material: uma folha de jornal para cada criança.
Posição: participantes organizados em linha, isto é, lado a lado.
Desenvolvimento: perto de cada criança, será colocada uma folha de jornal. Dado um sinal todas as crianças dançarão sobre a folha de jornal, até destruí-la. Os movimentos com os pés deverão ser variados, ora crianças pularão, ora dançarão, etc., de acordo com a criatividade de cada um.
Observação: o jornal será rasgado pelo pisoteamento excessivo sobre ele, e não de propósito.

SERPENTE (BRINQUEDO CANTADO)
Objetivo: produzir desinibição e interação
Duração: enquanto existirem participantes
Material: nenhum
Faixa etária: todas (0 a 100)

DANÇA DA CADEIRA – CORRE COTIA
Objetivo: agilidade
Duração: 20 minutos
Material: Cadeiras, realizada na quadra ou no pátio.
Faixa etária: 9 anos em diante.
Formação: em círculo, o assento da cadeira voltado para fora do círculo; todos sentados. Execução: todos sentados, retira-se uma cadeira e o aluno permanece do lado de fora da roda. A professora fica dentro do círculo, andando e cantando a música com todos; o aluno acompanha a professora. Quando esta tocar na cabeça de um aluno sentado, este deverá se levantar e correr do lado contrário do colega que já estava do lado de fora. Final: Eles competem, para ver quem sentará primeiro.
Observação: CDOF: variação do corre cotia.
BALANÇA-CAIXÃO
Idade: A partir de 4 anos
Local: Pátio ou outro espaço amplo, com lugares para servir de esconderijo.
Participantes: No mínimo três
Como Brincar: Um integrante do grupo é escolhido o rei e se senta em uma cadeira ou em um muro baixo. Outro participante é eleito o servo. Ele se ajoelha de frente para o rei e apóia o rosto em seu colo. Os demais formam uma fila atrás do servo, cada um apoiando a cara nas costas do companheiro da frente. Todos recitam: “Balança caixão / Balança você / Dá um tapa nas costas / E vai se esconder”, o último da fila dá um para nas costas do que está na sua frente e se esconde. Uma a uma, as crianças vão repetindo essa ação até que todas estejam escondidas. É a vez, então, do servo sair à procura dos colegas.

Ganha quem for pego por último. A brincadeira recomeça com a escolha de outras brincadeiras para representar os personagens.

LEMBRETE: Se o pátio da escola não oferece cantinhos para a garotada se esconder, improvise montando “trincheiras”, com panos estendidos sobre cadeiras.

ELEFANTINHO COLORIDO
Idade: A partir de 4 anos
Local: Ambiente espaçoso e colorido.
Participantes: No mínimo três.
Como Brincar: Uma criança é escolhida para comandar. Ela fica na frente das demais e diz: “Elefantinho colorido!” O grupo responde: “Que cor?” O comandante escolhe uma cor e os demais saem correndo para tocar em algo que tenha aquela tonalidade. Sorte de quem tiver na roupa: já está no pique! Se o pegador encostar-se a uma criança antes de ela chegar a cor, é capturada. O comandante tem de escolher uma cor que não está num local de fácil acesso para dificultar o trabalho dos demais.




Sugestões de brinquedos e rodas cantadas

Para Piaget (apud CUNHA, 1980, p. 11) “a atividade lúdica da criança é um processo de assimilação no qual a criança dirige e integra os materiais e sinais culturais a fim de tomar posse deles”. É no brincar, incluindo as cantigas de roda, que lideranças são desenvolvidas, que a criança aprende a obedecer e a respeitar regras e normas, dar e receber ordens, esperar a sua vez de agir, desenvolvendo ritmo e coordenação motora, expressão corporal e facial, despertando a atenção, a imaginação e a percepção através da experiência sinestésica.

Imensa é a capacidade de desenvolvimento que está inserida nas cantigas de roda, destacando-se, sobretudo o potencial capacidade de conservar a calma infantil, favorecendo uma interação harmoniosa com os outros e permitindo-lhe situar-se no espaço social que lhe é reservado.

Nesse sentido, de fortalecer esse processo de valorização das cantigas de rodas e resgatá-lo em sua plena essência no espaço de escolarização formal, deve-se abrir espaços na atividade curricular para que esse tipo de brincadeira aconteça.

Alguns exemplos de rodas cantadas tradicionais e outras mais atuais:

A CARROCINHA
Nessa brincadeira, a criançada gira pra lá e pra cá e até pula com uma perna só.
MÚSICA
(bis) (bis)
A carrocinha pegou Tralalá
Três cachorros de uma vez Que gente é esta,
Tralalá
Que gente má!
Participantes: No mínimo seis
Organização: Duas rodas. A menor dentro da maior.
Como brincar: As duas rodas giram em sentidos opostos cantando a música. Quando chegam em “Que gente é esta”, cada um dos que estão na roda menor escolhe um colega da maior e, de braços dados, as duplas rodopiam. Depois, as crianças escolhidas trocam de lugar com as que estavam na roda menor. Há outra opção, ao chegar ao verso “Que gente é esta”, todos soltam as mãos: os da roda maior batem palmas e os da menor, com as mãos na cintura e virados de frente para os seus companheiros, saltam ora com um pé, ora com outro.

A GALINHA DO VIZINHO
Ela é, um espanto: bota ovo amarelo!
Com ela, a turminha vai aprender a contar.
MÚSICA
A galinha do vizinho
Bota ovo amarelinho.
Bota um, bota dois, bota três,
Bota quatro, bota cinco, bota seis,
Bota sete, bota oito, bota nove, bota dez!

Participantes: no mínimo dois
Organização: em roda
Como brincar: as crianças cantam a música e ao chegar ao número dez dão um pulo e se agacham.

AI, EU ENTREI NA RODA
Não é preciso saber dançar para entrar nessa roda que abre e fecha.
MÚSICA
(estribilho)
Ai, eu entrei na roda
Para ver como se dança,
Eu entrei na “rodadança”,
Mas não sei dançar.

Sete e sete são quatorze,
Com mais sete, vinte e um,
Tenho sete namorados,
Só posso casar com um.
Todo mundo se admira
Da macaca fazer renda,
Eu já vi uma perua
Ser caixeira de uma venda.

Lá vai uma, lá vão duas,
Lá vão três pela terceira,
Lá se vai o meu amor,
De vapor pra cachoeira.

Participantes: no mínimo dois
Organização: em roda
Como brincar: na hora do estribilho, as crianças param e dão alguns passos em direção ao centro. Em seguida, voltam, de costas, à posição inicial e recomeçam a girar.

CACHORRINHO ESTÁ LATINDO
Quem está no centro da roda pula num pé só. O resto bate palmas, desenvolvendo o ritmo.

MÚSICA
Cachorrinho está latindo
Lá no fundo do quintal.
Cala a boca, cachorrinho,
Deixa o meu benzinho entrar.

Ô esquindô lê, lê!
Ô esquindô lê, lê, lá, lá!
Ô esquindô lê, lê!
Não sou eu que caio lá!
Participantes: no mínimo três
Organização: em roda com uma criança no centro
Como brincar: a turma gira e canta. No verso “Ô esquindô lê, lê!”, as crianças batem palmas. A do centro escolhe um colega. Os dois cantam essa parte pulando ora com um pé, ora com outro. A criança do centro cede o seu lugar para a escolhida da roda e todos recomeçam.
CARANGUEJO
MÚSICA
Caranguejo não é peixe,
Caranguejo peixe é.
Caranguejo só é peixe
Na enchente da maré.

Participantes: no mínimo dois
Organização:
Como brincar: as crianças giram e, no verso “Ora, palma, palma, palma!”, todas batem palmas; em Ora, pé, pé, pé!
Batem os pés no chão e ao cantar ora, roda, roda, roda, giram de mãos dadas até o fim da música. No último verso, “Caranguejo peixe é!” elas se agacham.

CIRANDA, CIRANDINHA
A meninada recita um verso no fim da música. Quem conhece as quadrinhas mais bonitas?

MÚSICA
Ciranda, cirandinha,
Vamos todos cirandar.
Vamos dar meia-volta,
Volta e meia vamos dar.

O anel que tu me deste
Era de vidro e se quebrou.
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou

Por isso, dona Ana,
Entre dentro dessa roda,
Diga um verso bem bonito,
Diga adeus e vá-se embora.

Participantes: no mínimo três
Organização: em roda
Como brincar: as crianças giram e cantam. No verso “Por isso, dona Ana”, elas colocam o nome de um colega, que entra na roda e, assim que termina a canção, recita um verso.


ESCRAVOS DE JÓ

MÚSICA
Escravos de jô
Jogavam caxangá,
Tira, poe,
Deixa ficar!

(bis)
guerreiros com guerreiros
Fazem zigue, zigue, zá.

Material: uma pedrinha para cada criança ou qualquer outro objeto pequeno
Participantes: no mínimo dois
Organização: em circulo, sentados no chão.
Como brincar: cada um coloca uma pedrinha a sua frente. Enquanto canta, a criança pega a sua pedra e coloca na frente do colega, colocam na sua frente e a deixam ali por alguns segundos. Quando cantam “guerreiros com guerreiros”, as crianças retomam os movimentos até o verso “Fazem zigue, zigue, zá” nesse momento, os participantes seguram a pedra movimentado-a de lá pra cá e deixando-a por fim, na frente do colega.

A LINDA ROSA

MÚSICA
A linda Rosa juvenil, juvenil, juvenil,
A linda Rosa Juvenil, juvenil.

Vivia alegre no seu lar, no seu lar, no seu lar,
Vivia alegre no seu lar, no seu lar.
Mas uma feiticeira má, muito má, muito má,
Mas uma feiticeira muito má, muito má.

Adormeceu a Rosa assim, bem assim, bem assim,
Adormeceu a Rosa assim, bem assim.

Não há de acordar jamais, nunca mais, nunca mais,
Não há de acordar jamais, nunca mais.

O tempo passou a correr, a correr, a correr,
O tempo passou a correr, a correr.

E o mato cresceu ao redor, ao redor, ao redor.
E o mato cresceu ao redor, ao redor.

Um dia veio um belo rei, belo rei, belo rei,
Um dia veio um belo rei, belo rei.

Que despertou a Rosa assim,
Bem assim, bem assim,
Que despertou a Rosa assim, bem assim.

Participantes: no mínimo seis
Organização: três crianças representam a Rosa, o rei e a feiticeira. As demais se organizam em roda, com a Rosa no centro.
Como brincar: as crianças cantam a cantiga em roda, representando alguns trechos. Quando chegam ao verso “Adormeceu a Rosa assim, bem assim, bem assim”, a feiticeira entra no círculo e joga um feitiço na Rosa, que “dorme” deitando no chão. Ao cantar “Adormeceu a Rosa assim, bem assim, bem assim”, as que estão na roda mostram o mato crescido, esticando os bracinhos sobre a Rosa. No final, a Rosa e o rei saltam ou fazem um corrupio, mostrando o quanto estão felizes.


Sugestões do lúdico no ensino da matemática

Para Zamberlan, “as primeiras trocas das crianças com seu ambiente; são aquelas descobertas que ocorrem durante as brincadeiras” (1998, p.17).
A participação ativa da criança e a natureza lúdica e prazerosa inerente a diferentes tipos de jogos têm servido de argumento, para fortalecer a concepção segundo o qual se aprende matemática brincando.

Portanto, o uso do material concreto sempre facilita o ensino da Matemática na Educação Infantil, pois com ele os alunos conseguem visualizar a situação e organizar melhor seu pensamento.

NOÇÕES DE COR, FORMA E ESPESSURA
Material: botões, palitos, tampinhas de refrigerante, dentifrício, xampus, detergentes, etc., caixinha, latas, embalagens de plásticos e outros.
Desenvolvimento: Dividir as crianças em pequenos grupos.
Colocar o material à disposição de cada grupo. Explicar a tarefa de cada grupo.

Exemplos:
Grupo 1 – Separar todos os objetos azuis.
Grupo 2 – Separar todos os objetos redondos.
Grupo 3 – Separar todos os objetos que são de plástico.
Grupo 4 – Separar todos os objetos que são de papelão.
Grupo 5 – Separar todos os objetos que são de metal.
Atenção: O professor deverá gradativamente, conforme o nível de evolução dos alunos, ir aumentando o grau de dificuldade.

Se os alunos derem conta da 1ª tarefa pedir-lhes, então:

 O grupo 1 vai separar os objetos azuis que são de plástico.

 O grupo 2 vai separar os objetos redondos em dois subgrupos: grossos e finos.

 O grupo 3 vai agrupar em vários subconjuntos os objetos que são iguais.

 O grupo 4 vai separar os objetos de papelão pela forma.

NOÇÃO DE DENTRO E FORA
Organizar, num canto da sala, uma casinha de boneca com o material disponível na escola (móveis, roupas, utensílios domésticos, etc.)
Desenvolvimento: as crianças brincam de sair e entrar na casinha (dentro, fora).
Nota: as crianças devem verbalizar:
“– Estou dentro da casinha”.
“– Estou fora da casinha”.
Variação: colocar objetos ou brinquedos dentro e fora de uma caixa.

NOÇÃO DE IGUAL E DIFERENTE
Material: 1 caixa com sucatas variadas.
Desenvolvimento: O professor apresenta às crianças dois objetos diferentes, mas da mesma qualidade (material).
Exemplo: Um copo e uma garrafa.
 Explorar com as crianças que tanto o copo quanto a garrafa são feitos de vidro, mas possuem formas diferentes.

 Pedir às crianças que busquem na caixa de sucata, um a um, dois objetos feitos com o mesmo material, mas que possuem formas diferentes.

 Deixar que cada aluno mostre os seus objetos e fale sobre eles (por que são diferentes na forma).

Observação: Solicitar às crianças que falem utilizando frases completas. Ex: “A garrafa é diferente do copo.”
Variação: Fazer a mesma atividade com objetos da mesma forma, mas de materiais diferentes. Ex: Copos de vidro e de plástico, colheres de metal e de plástico, etc.

NOÇÃO DE MUITO E POUCO
Material: 2 caixas de papelão vazias (médias); 1 caixa de papelão com sucatas variadas.
Desenvolvimento: separar a turma em 2 grupos.
O professor pedirá ao grupo 1 para colocar muitos objetos de papelão com sucatas variadas.
Aproveitar para trabalhar os atributos dos objetos (conhecimento físico, social, e lógico matemático):
 Nome do objeto
 Para que serve
 De que é feito
 A que conjunto pertence

Aumentar gradativamente o grau de dificuldade:
 Separar os objetos do mesmo tamanho, da mesma cor ou do mesmo material, etc.
 Formar conjuntos com objetos iguais.

Variação: Com as crianças sentadas no chão em rodinha, o professor pede que elas formem um grupo de meninos e outro de meninas.
Explorar com as crianças o grupo que tem mais, grupo que tem menos.
Usar a terminologia muito e pouco;
Quantos a mais? Quantos a menos?

QUEM SOPRA COM MAIS FORÇA?
Objetivos: Desenvolver o controle da respiração, percepção visual, orientação espacial, reconhecimento de cores, agrupamentos, noção temporal, operações (adição, subtração, multiplicação).
Material: Potinhos de iogurte Yakult (12; durex colorido de várias cores, tabela de valor das cores).
Tabela:
Vermelho = 5 pontos
Azul = 3 pontos
Verde = 1 ponto

Desenvolvimento: Formam-se 2 equipes de alunos. Distribuem-se os potinhos sobre a mesa do professor (como num boliche). Cada criança, de cada grupo, deverá derrubar, uma de cada vez, com sopro forte, as garrafinhas. As garrafinhas derrubadas serão conferidas pelo coordenador do jogo; que registrará a cor das mesmas e os pontos correspondentes. Ganhará a equipe que alcançar o maior número de pontos.
Observação: a cada derrubada das garrafas, recolocá-las no mesmo lugar. Explorar com os alunos todas as noções e situações vivenciadas de adição, subtração, multiplicação, etc.

JOGO DE ARGOLAS
Objetivos: Desenvolvimento de coordenação viso-motora, reconhecimento e identificação de cores, orientação espacial, atenção, agrupamento, soma, multiplicação, subtração, etc.
Material: 80 argolas feitas de garrafas plásticas (de água mineral grande ou de refrigerante); durex colorido (4 cores) para encapar as argolas; garrafa de água mineral pequena (para servir de cone)
Observação: encher a garrafa pequena (de água mineral) de areia para ficar pesada.
Desenvolvimento: Dividir a turma em 4 grupos. Cada grupo recebe 5 argolas de cada cor. O grupo que conseguir mais pontos será o vencedor.
Tabela: Vermelho = 5 pontos Azul = 3 pontos Amarelo = 2 pontos Verde = 1 ponto

SERIAÇÃO
Objetivos: Trabalhar o desenvolvimento da estrutura cognitiva de seriação. Trabalhar ordem crescente e decrescente.
Material: 5 fundos de garrafas plásticas cortadas em tamanhos diferentes (altura)
Desenvolvimento: As crianças explorarão o material e colocarão as peças em ordem crescente e decrescente.

JOGO DAS QUANTIDADES
Objetivos: Sistema de numeração. Contagem, identificação de quantidades e numerais, atenção, percepção visual.
Material: caixas de fósforos vazias e forradas com papel colorido ou branco; bolinhas ou quadrinhos recortados em papel escuro; numerais recortados em papel escuro ou escritos com pincel atômico; palitos de fósforo usados.
Confecção: após forrar as caixinhas, colar na parte superior a quantidade e o numeral correspondente.
Desenvolvimento: A criança deverá colocar as quantidades de palitos correspondentes nas caixinhas.
Após a coloração dos palitinhos pela criança, o professor confere pedindo que os retire, contando uma a um de cada caixinha.
Observação: o desenvolvimento da criança quanto à contagem, reconhecimento de quantidades e identificação do numeral.

JOGO DAS CLASSIFICAÇÕES
Objetivos: Desenvolver pensamento lógico, associação de idéias, vocabulário, observação.
Material: 5 latas de Nescau, leite em pó ou outra; cartões com gravuras diversas de animais, frutas, objetos, legumes, brinquedos, etc.
Desenvolvimento: Forrar as latas com papel colorido. Em cada um, colar por fora, um desenho ou gravura. As crianças, de posse de vários cartões com desenhos e figuras, farão a seleção dos mesmos, colocando-os na latinha correspondente.
Observação: este jogo pode ser individual ou em grupo.
Variação: Sem as latinhas, só com cartões com gravuras ou desenhos, agrupar os que pertencem à mesma família.
Pode ser feito com cartões de palavras ou nomes que possuam a mesma letra inicial ou sílaba (nos 2 jogos).

JOGO DE PERCURSO
Aqui a criançada treina a soma e conta com a sorte para chegar primeiro ao fim do tabuleiro
Idade: A partir de 4 anos
O que desenvolve: Cálculo, conceito de correspondência entre quantidade e número e respeito a regras.
Como fazer: Em um papelão quadrado de 49 centímetros de lado, trace um caminho. Para crianças de 4 anos, faça um trajeto reto de até 50 casas. Como elas ainda não conhecem bem os números, pinte as casas de seis cores diferentes e na seqüência as mesmas cores deve ter o dado, construído com um cubo de madeira. Nessa versão, a criança joga o dado e salta para a primeira casa à frente com a cor correspondente. Dica de tema: levar o coelhinho à toca. Para os alunos de 5 à 6 anos, o caminho pode ser sinuoso, em ziguezague, espiral ou circular, com 50 a 80 casas. Utilize dois dados numerados de 1 a 6 para que eles somem os resultados antes de seguir o percurso. Crie regras para dificultar. Exemplo: se cair na casa vermelha, fique uma vez sem jogar. Dica de tema: viagem à lua. Para os maiores de 7 anos, o caminho pode ter 100 casas e bifurcações. Dica de tema: reciclagem. Exemplo de regra: você jogou lixo no chão. Volte duas casas. Tampas plásticas – como as de refrigerante – servem de peões.
Como jogar: Jogam de duas a quatros crianças. Cada uma escolhe um peão. Quem tirar o maior número no dado é o primeiro. As demais entram na seqüência, de acordo com suas posições na mesa. Cada um joga o dado e anda com seu peão o número de casas que tirou. Ganha quem chegar primeiro.
Lembretes: Não numere as casas para não tornar o jogo confuso – os números sorteados no dado significam a quantidade de casas que a criança deve andar e não a casa que ela deve ocupar. Encape o tabuleiro com plástico adesivo transparente ou passe cola branca com um rolinho de espuma para aumentar a durabilidade.

QUATRO CORES
O azul não se encosta ao azul, o verde não se encosta ao verde. Com esse jogo, a turma aprende a planejar e a corrigir.
Idade: A partir de 4 anos
O que desenvolve: Capacidade de planejamento e de análise de erros e coordenação motora.
Como fazer: Em uma folha de papel, faça o contorno de uma figura qualquer – um objeto, um animal ou uma forma geométrica. Divida-a aleatoriamente. Para os pequenos de 4 a 6 anos e para os iniciantes de 7 a 10, faça até dez subdivisões para não dificultar muito. Quando sentir que os alunos maiores já dominam a atividade, aumente as subdivisões ou deixe que criem as próprias figuras.
Como Jogar: O jogo é individual. Cada aluno recebe quatro canetas hidrocor ou lápis de cores diferentes e a folha com a figura desenhada. Os pequenos podem trabalhar com giz de cera grosso, pintura a dedo e colagem de papéis ou de tecidos. O objetivo é colorir a figura usando as quatro cores sem deixar regiões vizinhas da mesma cor. Áreas limitadas pelo vértice podem ter tonalidades iguais. Se a criança não conseguir completar a figura, dê a ela a oportunidade de repintar algumas áreas.
Variação: É possível trabalhar em duplas. As crianças têm de encontrar juntas uma solução para o desafio.

QUEM COMPROU MAIS FRUTAS
Objetivos: Contar, somar, habilidade para modelar.
Materiais: Moldes, papel color set de várias cores, papel espelho, massinha ou biscuit, um rolo de papelão ou de papel higiênico, canetinhas, tesoura, cola, cola quente.

1 - Distribua massinha ou biscuit e oriente as crianças a confeccionar vários tipos de frutas, em tamanho bem pequeno. Preste atenção para que a quantidade de frutas não ultrapasse o número que as crianças saibam contar. Ou seja, se elas contam ainda só até 20 frutinhas com elas.
2 – Apresente os bonecos confeccionados às crianças. Você pode dar nomes a eles, como João e Maria.
3 – Agora, você propõe o problema para uma dupla de alunos. Sobre uma mesa, separe as frutinhas iguais em montes (maças com maças, bananas com bananas) e diga: “João e Maria vão à feira. Vamos ajudá-los a escolher as frutas?”
4 – Cada criança deve então escolher as frutas para o seu boneco e colocá-las dentro da cestinha dele. Enquanto escolhe, oriente-a a falar “O João escolheu 2 bananas, 3 limões, 4 maças...”. Se preferir, anote na lousa ou em um papel o que as crianças forem escolhendo.
João  2 bananas Maria  3 bananas
3 limões 2 laranjas
4 maças 1 maçã
1 abacate 2 abacates
5 – Agora, as crianças devem contar quantas frutas cada boneco comprou. Elas tiram uma por uma da cestinha e vão somando. Conforme você sentir a segurança dos alunos, destrinche o problema. “Quem comprou mais maçãs?”, “Quantas frutas João e Maria Compraram juntos?”, e assim por diante.

CUBOS NUMÉRICOS
Materiais: Papel color set em 3 cores diferentes, tesoura, canetinha de ponta grossa, cola
Faixa etária: crianças de 5 a 6 anos
Objetivos: estimular o cálculo mental, aprender as operações matemáticas, memorizar sinais e explorar a forma do cubo.
1. Transfira da folha de moldes para o papel color set o desenho dos três cubos. Recorte e dobre nos vincos com auxílio de uma régua.
2. Escreva em dois cubos números de 1 a 6 (um de cada lado).
3. No terceiro cubo, faça os sinais de somar e subtrair três vezes cada um.
4. Monte e cole os cubos com cola quente.
5. Veja como ficam os cubos
Hora de jogar
6. Peça para os alunos jogarem os três cubos.
7. Os dois cubos que possuem os números indicam as quantidades e o outro indica as operações a ser realizadas.
8. Em, uma folha, a criança deverá anotar as contas sugeridas e calcular os resultados.

BRINCADEIRAS COM TECIDOS
Objetivo: Trabalhar noções de seqüências, cor, classificação, figuras geométricas; noções de perto/longe, dentro/fora, em cima/embaixo, na frente/atrás.
Materiais: Retalhos de tecidos coloridos, lisos.
Desenvolvimento: Cada participante deverá realizar as seguintes atividades:
 jogar uma tira de tecido para o alto, bater palma uma vez e, assim, sucessivamente 2 vezes, 3, 4,...;
 andar em círculo balançando as tiras;
 balançar as tiras de um lado para o outro (lado direito/esquerdo, para cima/para baixo, para frente/para trás etc.);
 formar grupos de acordo com a cor das tiras;
 formar um círculo com a cor amarela;
 formar um quadrado com a cor vermelha.

COMPARANDO CAIXAS
Objetivo: Desenvolver noções relacionadas a cores, tamanho e forma.
Materiais: Caixas de tamanhos e formas variados.
Desenvolvimento: O professor propõe a exploração do material, fazendo perguntas como as que seguem:
 Qual e forma da caixa? Ou quais as formas das caixas?
 Qual a maior? E a menor?
 Qual a mais larga? E mais estreita? E outras a seu critério.

Após, sugere às crianças:
 empilhar as caixas por tamanho da menor para a maior e vice-versa; de acordo com quantidades (2, 3, 4,...) e pular por cima;
 pular sobre espaços diferenciados entre as caixas.

USANDO BARBANTE
Objetivo: Desenvolver noções de classificação, seriação, forma e tamanho.
Materiais: Pedaços de barbante de vários tamanhos; folhas de papel sulfite, giz de cera colorido; cola.
Desenvolvimento: O professor entrega pedaços de barbante para cada um dos alunos, pedindo-lhes que comparem os tamanhos de seus barbantes.
Em seguida, solicita que com barbantes, cada um forme círculos, colocando-os em cada folha.
Os participantes deverão: pintar dentro de cada círculo formado pelo barbante com a cor que desejarem; juntar os círculos e seriar por tamanhos; classificar os círculos pelas cores; criar algo a partir de cada círculo.
O professor dá as seguintes ordens: andar para frente; para trás; de lado; andar apoiado nos calcanhares; a passos largos; devagar; depressa; pisando forte; na ponta dos pés etc.
Se houver o caso de um grupo não formar de acordo com o número indicado pelo professor, constituirá um grupo diferente, procurando, então, entre os cartazes o número que os representa.

Sugestões de jogos na língua portuguesa
Acredita-se que o brinquedo é uma tentativa de sincronizar os processos corporais e sociais como o eu. No jogo, a criança avança para novas etapas de domínio. O jogo na criança, é a forma infantil da capacidade humana de manejar a experiência, criando situações modelos e para dominar a realidade por meio da experimentação e planejamento e pouco a pouco, a atitude do jogo se converte em atitudes de trabalho.

ACHE O PAR
Objetivos: Identificar e reconhecer as letras do alfabeto, desenvolvendo a percepção visual, a observação e a orientação espacial.
Material: 46 rolos de papel higiênico, papéis coloridos para forrá-los e letras do alfabeto, recortadas em papel preto.
Desenvolvimento: as crianças em grupo, encapam os robôs de papel higiênico com papel colorido. Em seguida, colam uma letra em cada rolo, cuidando para não colar a mesma letra em dois rolos. Depois da confecção, jogam formando pares ou conforme as regras estabelecidas pelo grupo.
Variação: este jogo pode ser feito com numerais, sílabas, palavras.

PALITOS FALANTES
Objetivo: Desenvolver habilidades de formar aglutinações.
Material: 15 palitos de picolé com as vogais escritas (vogais, repetidas 3 vezes), para cada grupo de três alunos.
Desenvolvimento: Ao iniciar o jogo, os palitos deverão estar variados com as letras para baixo, e ser retirados, um a um, pelas crianças, formando aglutinações.

À medida que as aglutinações forem sendo formadas, um aluno irá falando e outro as escreverá numa folha.

BRINCANDO COM LETRINHAS
Material: cartões contendo vogais
Desenvolvimento: alunos sentados em círculo, cada criança deverá ter um cartão com uma vogal. O professor dirigirá a brincadeira, chamando o aluno pelo nome. Este deverá levantar a ficha, mostrá-la à turma e falar a letra que ela contém, juntamente com uma palavra que comece com esse letra.
Variação: Chamar dois alunos, formando: AI, EU, IA.


ALFABETO EM CAIXA
Objetivo:
Material: sacolinha contendo fichas, com letras do alfabeto revistas e jornais para recortar ficha de papel brinco (5x10cm), caixa enfeitada.
DESENVOLVIMENTO: cada criança retirará da sacola uma letra do alfabeto. Em seguida deverá procurar, em jornais e revistas, palavras iniciadas com essa letra recortar e colar na ficha branca. Essas fichas são colocadas numa caixa. Em seguida cada aluno deverá retirar da caixa uma ficha, ler a palavra e falar uma frase com ela.

FUTRICANDO O ALFABETO
Objetivos: Identificar letras do alfabeto. Criar palavras com as letras
Material: Uma sacola de pano. Fichas com letras do alfabeto.
Desenvolvimento: Alunos em círculo, sentados no chão. A sacola, contendo as fichas do alfabeto, deve percorrer de mão em mão. Ao sinal do professor, o aluno que estiver com a sacola deverá retirar uma ficha e ler a letra contida nela. Em seguida deverá falar três palavras que comecem com aquela letra.

SORTEANDO O ALFABETO
Objetivos: Identificar e criar palavras a partir das letras do alfabeto.
Material: Ficha quadriculada para cada aluno, envelope com letras do alfabeto para cada grupo, lápis preto e de cor.
Desenvolvimento: Alunos reunidos em grupos de cinco elementos. Cada aluno deverá escrever em sua ficha quadriculada e seu nome, usando letras maiúsculas.
Um dos componentes do grupo deverá sortear as letras do alfabeto contidas no envelope e ler para os colegas. Cada aluno que tiver a letra sorteada deverá colorir o quadrinho com lápis de cor. Será ganhador aquele que colorir o seu nome todo em primeiro lugar.

BINGO DE LETRAS
Objetivos: Reconhecer as letras e identificar as letras do alfabeto.
Material: Cartelas de cartolina, com letras espalhadas aleatoriamente.
Caiam contendo 24 cartõezinhos com letras do alfabeto para serem sorteadas.
Desenvolvimento: Jogar como bingo. Sortear uma letra. A criança que a tiver em sua cartela coloca uma tampinha em cima da letra sorteada. Quem preencher toda cartela, primeiro, vence o jogo.

DOMINÓ DE LETRAS
Objetivos: Identificar os diferentes tipos de letra. Desenvolve a discriminação visual e concentração e atenção.
Material: 56 dominós de cartolinas (5x10cm) criadas de quatro formas: letras de imprensa grande e pequena, letras cursivas grandes e pequenas.
Desenvolvimento: Sortear 1 dominó e dizer uma palavra contida nele. Dividir a classe em dois grupos. Depois ir chamando uma criança de cada grupo. Alternadamente, e pedir que sorteiem um dominó e digam uma palavra que contenha as duas letras escritas na peça. O último elemento que sobrar dará vitória a seu grupo.

ALFABETO CORPORAL
Objetivos: Identificar as letras do alfabeto. Desenvolver a coordenação motora, equilíbrio, orientação espacial e temporal.
Materiais: fita crepe, giz colorido ou tinta.
Desenvolvimento: No pátio, a professora desenha no chão o alfabeto, formando um grande círculo de letras.

Inicia-se a atividade com três crianças começando o percurso juntas. Todas percorrem todas as letras desenhadas no chão, contornando uma a uma. Quando as três tiverem percorrido o caminho, saem mais três e assim por diante, até que todas as crianças tenham ido.
Variação:
1) Contornar as vogais pulando num pé só;
2) Contornar a primeira letra do seu nome;
3) Juntem os pés e pulem de letra em letra até o fim do alfabeto.
4) Caminhar pelas letras, falando alto o nome das que souberem.

QUEBRA-PALAVRAS
Objetivos: Reconhecimento de letras. Compor e ordenar figuras e palavras.
Material: Pedaços de papel cartão, nas quais são desenhadas (ou coladas) figuras, e abaixo das mesmas, a palavra correspondente, em letra de forma. As cartelas são cortadas em tiras verticais de forma que a cada letra corresponda a um pedaço da figura.
Desenvolvimento: Entregar para a criança o conjunto de tiras de cada figura e sugerir que descubra qual palavra poderá ser formada. A composição da figura é também a composição da palavra.

INVENTANDO A HISTÓRIA
Objetivos: Estimular o desenvolvimento da linguagem verbal, o pensamento, criatividade, imaginação e discriminação visual.
Material: 36 figuras de 3 tipos de revistas em quadrinhos, recortadas e colocadas em cartolina.
Desenvolvimento: Selecionar as figuras agrupando os personagens que pertencem à mesma revista. Criar histórias formando seqüências com figuras em quadrinhos. Inventar histórias misturando os personagens de diversas histórias.

FORCA
Este jogo pode ser feito de dois a dois, ou então o professor poderá fazê-lo no quadro com a participação dos alunos.

O “enforcador” escolhe uma palavra e escreve num papel, ou no quadro, colocando a inicial da palavra e tantos tracinhos quantas forem às letras que a palavra possua.

Quem vai jogar vai falando as letras. A letra que fizer parte da palavra será colocada no lugar correspondente. Se não fizer parte da palavra, a criança perderá ponto, que representará parte do corpo a ser desenhado na forca. Acontecendo que, depois de feito o corpo ainda não tiver descoberto a palavra, o próximo erro será o “enforcamento”. Passa-se um laço no pescoço do desenho do boneco.

FEIRINHA DAS LETRAS
As crianças pesquisam e recortam de jornais e revistas vários tipos e tamanhos de letras.
Algumas crianças serão as vendedoras de letras e as outras irão comprar as letras que precisarão para formar as palavras. Depois de formada a palavra, a criança lerá para a turma e escreverá no quadro-de-giz.

O professor observará através dessa atividade o nível de evolução alcançado pela criança.

JOGO DAS VOGAIS
Preparação: crianças sentadas em círculo.
Material: Um lenço amarrado.
Desenvolvimento: Um jogador diz: – “Aí vai um lencinho bordado com a letra B (ou qualquer outra letra)” Quem recebe o lenço tem de dizer rapidamente uma palavra começada com a letra indicada. Quem demora a responder paga prenda.







Ao realizar este trabalho, constatou-se que o jogo é uma atividade própria da criança. Sua forma de estar diante do mundo social e físico e interagir com ele é a porta pela qual entra em contato com as outras pessoas e com as coisas; é o instrumento para a construção coletiva do conhecimento. Se a criança necessita brincar com ela mesma, para desenvolver-se, para construir conhecimentos, expressar suas emoções, pode-se dizer que ela tem o direito de brincar e ser feliz e o adulto tem a obrigação de possibilitar o exercício desse direito.

Se o brincar é típico da criança, se a infância é uma idade de jogo, se a atividade mais extensa, mais intensa, mais característica da infância é a ludicidade, não se pode conceber a infância sem brinquedo. Impedir-lhe o brincar equivale a roubar-lhe a infância.

Nesse sentido, a realização de jogos, brincadeiras , rodas cantadas e uso das tecnologias com os alunos, foi uma experiência ímpar, pois constatou-se que nessa situação os alunos aprenderam mais que conteúdos específicos. Por meio da observação atenta, notou-se que eles aprenderam a ter uma percepção mais global das atividades e da integração entre elas, a fazer antecipações e planejamento, a estar mais independentes, a estar mais abertos às proposições e considerações de outras pessoas, a buscar consenso, a ser exigentes, a realizarem as tarefas até o fim, o que muita vezes em sala de aula não ocorria, muitos desistiam de realizá-las.

Através deste trabalho, ficou comprovado que a criança necessita brincar de forma individual e/ou coletiva, construindo seus valores sociais e morais, apropriando-se das possibilidades de interação com o mundo. A brincadeira constitui-se de uma linguagem que permite que a criança possa agir sobre o meio físico e atuar sobre o ambiente humano, desenvolvendo habilidades no plano motor e na aquisição de aprendizagem.

É válido ressaltar que a participação dos alunos foi maravilhosa, muitas se emocionaram quando foi realizada a culminância da aplicação das atividades pedagógicas, onde assistiram suas práticas cuja aplicabilidade das atividades foram excelentes,
Portanto, é válido utilizar os jogos no processo pedagógico, pois eles representam uma real oportunidade de despertar no aluno o gosto pelo aprendizado. Por meio deles, desenvolve-se o raciocínio e estrutura-se conceitos de forma descontraída. Assim, o trabalho a partir da ludicidade abre caminhos para envolver a todos numa proposta interacionista, dinamizando o trabalho que se torna produtivo.

A escola e a família, ao valorizar o lúdico, ajudam o aluno a resgatar o prazer de aprender e de desenvolver o seu pensamento através da experiência. Logo, as atividades lúdicas são promotoras das habilidades e das capacidades dos educandos, transformando o processo de aprendizagem em algo dinâmico, significativo e prazeroso.






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